domingo, dezembro 30

Have an awesome 2013

É triste, mas fazendo um balanço, 2012 foi um ano mau. Não que tenham sido mais os momentos maus, mas os acontecimentos maus acabaram por dominar o ano:

- Erasmus falhado;
- Final da vida de estudante;
- Desemprego;
- O quase cancro da minha mãe e a tiroidectomia total;
- O braço partido da minha mãe;
- A morte da minha bisavó;
- O corte de relações com uma das minhas grandes amigas;
- Amores e desamores...

Bahhh! Foi um ano pesado. Mesmo muito. 

Seja o que for que 2013 traga, que seja substancialmente melhor. Para mim e para todos. Muita saúde e amor!

segunda-feira, dezembro 24

Merry Christmas!

Sasha, a rena

Muito amor, muita paz, doces e quentinho, são os meus votos para todos!
Um Feliz Natal!

quinta-feira, dezembro 6

"Uhhhhhhhh! A Kate Middleton teve enjoos! Chamem o Dr. House, deve ter sido a primeira vez na história da humanidade que uma grávida teve enjoos"

William e Kate

Esta citação foi publicada por uma conhecida blogger no seu estado do facebook. Uma blogger que eu até acompanho e gosto, mas que de vez em quando tem umas saídas um pouco infelizes e medíocres, a atirar para o foleiro, diga-se.
Primeiro de tudo, o que a princesa Kate teve foi hiperêmese gravídica, que basicamente são enjoos intensos que frequentemente levam a grávida à desidratação, podendo pôr em risco a saúde do feto. Logo, não percebo o espanto pelo facto de ela ter sido internada, ainda para mais quando tem todos os meios para ser tratada com o máximo cuidado. Não sei se é por inveja, por ignorância ou mesmo desocupação...
Depois, é compreensível que os tabloides ingleses explorem este assunto, ainda que da forma novelesca que já é habitual. Afinal trata-se de um bebé que era extremamente esperado e que, só por acaso, virá a ser Rei de uma nação.
Portanto, não vejo qual o motivo de tanta indignação pela a atenção dada ao assunto. Quanto muito será criticável a relevância dada pelos media portugueses, visto que a nós pouco nos afecta.


ainda mais lamentável é tal publicação ter já 1000 e tal gostos. por amor da santa!

domingo, novembro 25

Viana é...

Algibeira do traje à vianesa (Viana do Castelo)

Eu sou minhota, vianense desde sempre e para sempre. Como tal, sempre adorei a altura da Romaria da Senhora da Agonia, a festa, a alegria, a cor, o fogo de artifício, os trajes, a tradição.
Procuro sempre aprender mais sobre os trajes, nomeadamente, e agora ando super entusiasmada porque finalmente mandei fazer um.
Já tenho dois, mas de quando era criança e, por isso, muito básicos. Desta vez mandei fazer um a sério, com a camisa de linho, a saia do tear, avental com bordado antigo e lenço já usado.
Vai ser caríssimo, é verdade, mas é um investimento, algo que ficará para toda a vida e que passará de gerações em gerações.
Estou a amar escolher os bordados, os padrões, a corrida a lojas regionais, e no próximo sábado irei a uma feira de antiguidades em busca do lenço perfeito. Um lenço que se encaixe perfeitamente no meu traje vermelho da cor do amor. Da cor da minha cidade e do Minho.

terça-feira, novembro 20

Depois do Miguel (4 anos) não ter obedecido ao meu castigo...


Diz a Yara (5 anos): "Miguel tu tens que obedecer à Jani, tens que respeitar o castigo! Ela já não é pequena, ela já é... é... é... ela já é uma pessoa!"

É por isso que eu adoro crianças, são capazes de dizer as coisas mais incríveis sem sequer terem qualquer noção disso. Uns pequenos póneis, é o que eles são :)


hoje dediquei às lembrancinhas de Natal que lhes vou oferecer, feitas por mim claro (que eu sou económica). estão a ficar super fofas

Amanhecer parte 2


Fui ver ontem o último filme da saga Crepúsculo. Confesso que não sou uma fã incondicional, nem sequer li os livros, mas por influência das amigas fui vendo os filmes e de alguma forma fui acompanhando o desenrolar da história. Não vi o filme anterior (Amanhecer parte 1) porque achei que não valeria a pena, pois já só me interessava o final. Lá me contaram brevemente o que aconteceu e percebi que não perdi grande coisa.
E pronto, ontem lá fui com a minha prima M. ver o último e devo dizer que adorei! As imagens são fantásticas, o argumento é relativamente simples mas de qualidade, a Mackenzie Foy é absolutamente linda e o final é surpreendente. Ainda me rio quando penso que já me estava a encolher toda na cadeira na parte mais intensa do filme e... Bem, vejam mas é! Está brutalíssimo.

domingo, novembro 18

Viana do Castelo do meu coração

Diabo na Cruz, Luzia

Só para dar a conhecer um pouquinho da cidade mais bonita de Portugal.
A cidade que é minha, onde o meu coração está sempre e que eu amo.

These days...

Emma Stone

Não tenho escrito muito porque tenho andado dividida entre a minha pós-graduação em quiromassagem, ginásio, tarefas de casa (já que a minha mãe partiu o braço, para melhorar os ânimos desta casa) e... o meu primeiro emprego. Não é como enfermeira, atenção. Mas é num infantário, o que até torna as coisas melhores. Não ganho muito, é verdade, mas também atendendo às poucas despesas que tenho, vai dando. Por outro lado, é um trabalho que até se faz bem, tenho bastante tempo livre, o sítio tem boas condições e bom ambiente entre as pessoas e as criancinhas são uns amores e receberam-me super bem.
Não é um trabalho para a vida, óbvio, mas não me cai nada em fazê-lo. Sempre disse que faria qualquer coisa, não tenho medo de trabalhar; agora trabalhar na minha profissão precariamente, isso já não. Portanto, não estou desiludida com a minha ocupação actual.

Tem estado tudo calmo, a balança tem estado equilibrada. Eu acredito que este esforço vai ser recompensado e que, apesar de coisas menos boas terem acontecido ultimamente, não há mal que dure para sempre. Bons dias virão com certeza.

Family


Acho que nunca falei disto aqui e, francamente, nem sei bem como fazê-lo... Ou pelo menos explicar o que penso sobre o assunto.

Eu e a minha mãe temos uma relação conflituosa. Muito conflituosa, diga-se. Deve-se essencialmente ao facto de termos feitos mais ou menos parecidos - difíceis e próprios.
Mas a meu ver, e não querendo descartar culpas, deve-se essencialmente a ela própria, à sua obsessão pelo controle, pela opinião dos outros, por "parecer bem", por regras, à sua frieza e frustração... A minha mãe é do tipo de pessoa que te faz sentir uma merda por colocares um lençol a secar de forma diferente da dela ou se demoras mais um pouco de tempo a descascar umas batatas, que consegue estragar um almoço de domingo se não sabes como fatiar adequadamente um pedaço de carne, que te cobra o facto de ter aturado a falta de apetite que tiveste em bebé, que te diz que nunca chegarás a lado nenhum só porque tens opiniões diferentes das dela, que diz que prefere morrer a ter que ficar dependente da tua ajuda (sim, ela disse mesmo estas coisas).
Eu não sei se a minha mãe sabe educar, acho que a imposição de regras e obrigações não é necessariamente educar. Para além de que eu e o meu irmão sempre fomos tratados de maneira diferente, sendo que ele não passou nem metade do que eu já passei. Até há uns tempos atrás, achei que nunca quereria ser mãe por considerar que as minhas referências não eram as melhores. Actualmente já não penso bem assim, até porque comecei a afastar-me e a descartar os aspectos menos bons da sua personalidade e a não pensar da forma moldada e intransigente que ela constantemente me impinge.
Essencialmente, acho que ela nunca ultrapassou a má relação que teve com o pai, com quem cortou relações no início dos seus 20 anos. E tenho pena que de alguma forma, ainda que não tão acentuada, as coisas entre nós assumam algumas semelhanças. Por exemplo, acho que a última vez que disse um "gosto muito de ti" ou algo do género à minha mãe foi em criança, para ser sincera nem faço ideia. Não sinto proximidade para o fazer, nem sei como fazê-lo.
É que há coisas que ela diz que atingem profundamente como facas afiadas, coisas cruéis e mesquinhas que nunca desaparecem da memória e que me retiram qualquer ponta de vontade de tentar melhorar a relação.
Admito que é provavelmente das coisas mais tristes que tenho na vida, mais é ainda pior quando penso nisso e percebo que já me habituei a viver assim e que dificilmente algo mudará.

quinta-feira, novembro 8

É o que tem que ser


Hoje, finalmente, ganhei coragem para começar a procurar informação e contactos para ir para o UK... Não vai ser fácil ir para a cidade que pretendo, mas não custa tentar.
Não irei feliz, mas sei que é o que tem de ser...

quarta-feira, outubro 17

These days...

Marion Cotillard

A palavra, ou sentimento, que me tem feito mais sentido é "aceitação".
Tenho aprendido a aceitar.
Aceitar que a minha vida está como está por algum motivo, que estar desempregada me trará lições, ensinamentos preciosos para um futuro produtivo e compensatório.
Aceitar que numa formação promovida pelo IEFP, apesar das minhas qualificações ou até capacidades intelectuais, não sou mais que ninguém, porque tal como toda a gente sou mais um ponto na estatística.
Aceitar que o mais provável é o meu futuro mais próximo passar pelo estrangeiro.
Aceitar que um dia tenho que deixar, fisicamente, as minhas pessoas.
Aceitar que nem toda a gente quer permanecer na minha vida e que as relações e amizades vão mudando.
Aceitar que muito do que eu quero, é mais do que posso ter no imediato ou está para além do que eu mereço.

Sobre o caso da menina de Loulé


Eu confesso que não li muito sobre o assunto, sei por alto a versão dos pais da criança e, por sua vez, da escola. E de um modo geral acho que a história foi apresentada de uma forma tendenciosa, devo dizer.
Claramente que não concorde de forma alguma que se deixe uma criança sem comer, sejam quais forem as circunstâncias. Não é humano, isso é óbvio.
No entanto, segundo um representante da escola, isso não foi o que aconteceu. A criança foi impedida de fazer uma refeição junto dos coleguinhas, por alegadamente os pais não pagarem a prestação das refeições há já dois anos. Seria de alguma forma compreensível se fossem pessoas carenciadas e com dificuldades, o que não é o que sucede, dado que nesse caso a criança teria algum subsídio de alimentação.
A meu ver os pais simplesmente baldaram-se a essa responsabilidade, já que a criança comia há dois anos sem eles pagarem um cêntimo, era bastante conveniente prolongar o "esquecimento", convictos de que ninguém privaria a criança da refeição.
Acontece que a escola tem milhares de euros em falta, pelo que avisaram algumas vezes de que as prestações deveriam ser pagas o quanto antes, como é lógico. Inclusive, alertaram para o facto de a mãe ter que ir buscar a menina à hora do almoço, caso contrário não faria a refeição. A mãe não apareceu, como lhe havia sido recomendado, pelo que a escola optou por colocar a criança numa sala e deu-lhe um pão e um pacote de leite. Ora, a criança não vai ficar traumatizada, nem tão pouco morreu à fome, por amor de Deus.
Acho que é uma questão de bom senso e resposabilidade. Quer dizer, todos os outros pais pagam para os filhos comerem, pelo que não me parece admissível que se abra uma excepção para apenas uma criança. Tudo tem um limite, até os moralismos e conveniências.

quinta-feira, outubro 4

Oh Vítor Gaspar!


Dado que a minha vida e das pessoas à minha volta se afigura cada vez pior, diria mesmo sem perspectivas de futuro neste país, tal como milhares e milhares de pessoas, sinto-me bastante melhor em saber que pelo menos faço parte do melhor povo do mundo, pá!

terça-feira, outubro 2

Das coisas que me irritam


Foi o que aconteceu. Ela viu-o bem com outra pessoa, tão bem como já há muito não estava. Talvez desde a relação com ela. Então não suportou, por pior que lhe tenha feito em tempos, não hesitou em meter-se e roubar as atenções novamente para ela. E ele cedeu, porque é banana, porque é fraco e ingénuo.
Não posso dizer que já não o tenha feito, já o fiz, mas numa fase ainda muito adolescente da minha vida. Hoje, não era algo que faria. Acho de um egoísmo extremo - não deixar a pessoa que em tempos foi nossa, e que deixou de ser por nossa causa, seguir em frente e ser feliz por capricho. É infantil e egoísta.
E sei que ele eventualmente vai sofrer outra vez, pode não ser já amanhã, mas vai. E não sei se isso me irrita ou se me dá pena!

Sad but true


E pronto, foste embora. Deixaste-me. Aliás, deixaste-me com uma explicação dada por outra pessoa. Foste infantil, mais: a tua escolha é do mais infantil e ingénuo que já vi.
Mas aceito, não concordo, mas aceito. Baterás com a cabeça sozinho, as vezes que quiseres, mas não esperes que fique aqui, à espera de ver isso a acontecer.
Será certamente um cliché, mas a verdade é que não posso mesmo perder tempo com quem não me vê como prioridade.

i guess... it's over! nice to meet you, anyway.

segunda-feira, setembro 24

Também quero falar sobre os Emmy!

HOT

Parece que pouca gente gostou de ver a Julliane Moore neste vestido mas eu adorei . Super elegante!
Heidi Klum maravilhosa como sempre! Nada a apontar.

Também em amarelo, a Julie Bowen esteve muito bem.
Gostei muito do padrão do vestido da Julianna Margulies.
A Sarah Hyland com muita classe.
Apesar de não gostar propriamente da forma como termina, mais propriamente daquele forro, não desgostei de ver a Ginnifer Goodwin neste vestido.

NOT so much

Toda a gente pareceu gostar da Sofia Vergara neste vestido, no entanto achei que lhe deu um ar um pouco vulgar... Já a vi melhor! Love her anyway!
Não outra vez, Nicole...
Christina Hendricks, na na na! Não suporto a cor nem o cinto.
A Christine Baranski já devia ter mais noção da idade. Ainda assim, não desgosto do vestido.
Péssima, Mayra Veronica!
Ashley Judd num vestido muito pouco actual.
[gritos] Ahhhhhhhhhhh! - Lena Headey
Kat Dennings com um ar tão tristeee...

De uma forma geral, achei que a passadeira vermelha até não esteve muito fraca, e agradou-me vê-la inundada por amarelo!

domingo, setembro 23

Family


A minha bisavó paterna de 95 anos está no hospital, devido a uma infecção na vesícula.
Sendo uma pessoa que viveu todos esses anos na mesma aldeia e na mesma casinha de pedra, e que o único bem que possui é uma extensa e dispersa família, é talvez a pessoa mais pura, humilde, simples e humana que conheço. Toda a gente a adora e tem grande estima por ela, eu apesar de só a ver praticamente uma vez por ano, não sou excepção. Logo, esta situação toca-me porque gostava que, apesar da já tão avançada idade, ela vivesse mais uns aninhos... Até porque é bastante independente com a sua bengala e é completamente lúcida.
Hoje fui visitá-la, reconheceu-me logo. Após uns minutos de conversa, dei-lhe um beijo na mão enrugada porque as grandes encravadas da cama não me deixaram alcançar o rosto e dei lugar à visita seguinte.
Não sei se ela vai resistir, eu penso que sim, e portanto esta pode ter sido uma oportunidade de vê-la pela última vez, ainda que o cenário não seja assim tão negro. Fiquei feliz porque sendo esta a última imagem que tenho dela, será certamente uma boa recordação. E conformo-me com isso, racionalmente sei que o curso natural da vida está ser cumprido.

No entanto, não pude deixar de pensar na forma como encararei a morte das minhas avós que ainda estão nos 70 (a passar ligeiramente).
Sei que sofrerei com a morte das duas e terei saudades de ambas. Mas também sei que a dor não será a mesma, simplesmente porque a ligação com cada uma é diferente.
Não sei se estarei correcta em pensar isto, mas não posso esconder que a relação com a minha avó paterna é muito mais distante, menos sólida. Diz-se que há sempre um maior contacto com a família materna, e no meu caso é bem verdade.
A minha avó paterna sempre demonstrou diferença entre mim e o meu irmão e os meus dois primos mais velhos. Qualquer um vê isso. Nunca teve disponibilidade de me ir ver na patinagem, de ir a uma festa de natal da escola, nem sequer à minha última queima das fitas. Nunca foi ver um dos espectáculos da escola de música do meu irmão nem nunca foi vê-lo ao futebol. E acredito mesmo que nem sequer tenha vontade de o fazer. O mesmo já não aconteceu com os meus outros primos, nem mesmo com os dois filhos de um deles. Aceito com naturalidade e jamais cobrarei isso.
Essencialmente porque tenho a minha avó materna para compensar. Que é a avó Rosa que trata todos os 9 netos por igual e nutre por cada um deles o mesmo imenso orgulho.

Portanto, não posso ser hipócrita e dizer que a falta que me farão será a mesma, porque tenho a certeza que não será.

sábado, setembro 22

Normalidade


Gosto de ir à varanda do meu quarto e encontrar a minha prima na dela. Toda a vida vivemos perto uma da outra, e gosto disso porque é confortável.
Na minha família materna é assim, andamos sempre em cima uns dos outros, quase como uma pequena comunidade cigana.
Sempre foi assim e espero que sempre o seja.
Não há nada melhor que crescer rodeado de tios, tias, primos, irmãos. Cresci assim e quero que, um dia, os meus filhos possam ter esse privilégio.

quinta-feira, setembro 20

Pois...


Eu estava a apostar tudo em ti, porque estavas a ser a pessoa certa. Até agora.


Come back and prove me I wasn't wrong, please.

domingo, setembro 16

These days...

Barbara Palvin

Chegas a uma altura da tua vida em que já não esperas nada, em que sonhas mas não crias expectativas irrealistas, e vives permanentemente com os pés bem assentes na terra.
Em que te é irrelevante o que os outros esperam de ti, porque a prioridade deixa de ser integrares-te no que quer que seja e passa a ser preservares o que de mais valioso tens.
Em que deixas de te importar se determinada pessoa gosta ou não de ti, porque não tens personalidade para andar a implorar a aceitação dos outros. Em que só queres na tua vida quem realmente dela quer fazer parte.
E então começas a conhecer toda a liberdade que detens para ser tu própria sem estares amarrada a um futuro incerto, sem ansiedades e sentimentos de frustração. E passas a aceitar tudo o que te a vida te vai dando, tirando todas as lições e ensinamentos possíveis.
E vais crescendo e compreendendo que, na verdade, tens controlo sobre muito pouco.

quarta-feira, setembro 5

quarta-feira, agosto 29

A propósito do post anterior


Síndrome dos 20 e poucos anos

Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos. Dá-se conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc. E cada vez desfruta mais dessa Cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco. As multidões já não são ‘tão divertidas’, às vezes até te incomodam.
Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo. Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas. Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor. Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto e te achou o maior infantil, pôde lhe fazer tanto mal. Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar, e isso assusta!
Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado e significa muito dinheiro para seu pequeno salário. Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.
Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer. Suas opiniões se tornam mais fortes. Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é. Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso.
De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando. Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você. E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse texto nos identificamos com ele. Todos nós que temos ‘vinte e tantos’ e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes. Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça…

Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos… Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro. Parece que foi ontem que tínhamos 16…
Então, amanha teremos 30. Assim tão rápido.
Autor desconhecido

segunda-feira, agosto 27

These days...

Juliana Paes (para mim, uma das mais bonitas)

Desde há algum tempo que quando paro para refletir, apercebo-me que vivo constantemente com um sentimento de despedida. Como se fosse a última vez que estou a viver aqueles momentos, com aquelas pessoas, daquela forma. E detesto, muito sinceramente.

Why not?


Já sou enfermeira há mais de dois meses. Decidi esquecer o lado profissional durante o Verão, porque afinal estas poderiam ser as minhas últimas summer holidays. Acontece que se aproxima a época de trabalho, os meses de frio onde as pessoas de refugiam nas suas casas e no trabalho. E se inicialmente pensei em começar a ver hipóteses de trabalho no estrangeiro por esta altura, com uma assumida preferência pelo UK, admito que neste momento é tudo o que menos me apetece.
Sim, é verdade que seria muito mais fácil começar a construir uma carreira lá fora, hoje em dia há todos os meios para isso. No entanto, eu tenho 22 anos. E quer queiram quer não, ter 22 anos hoje não é o mesmo que há uns tantos atrás. Hoje, aos 22 anos não tens nada e ao mesmo tempo tens tudo, nomeadamente todo o tempo do mundo.
Eu sinto-me é na idade de criar alguma coisa, lutar por objetivos aparentemente impossíveis, que ninguém dá nada por eles essencialmente por medo de me ver cair. Sinto que tenho toda a capacidade de criar alguma coisa que me sustente, de desenrascar-me. E mesmo que isso seja um erro, deixem-me assumir o erro, aprender com ele, e aí sim, ponho-me a milhas deste país. Mas por enquanto não.

I'm a dreamer, I know...

terça-feira, agosto 14

Quando nos Apaixonamos

Georgia May Jagger

Quando nos apaixonamos, ou estamos prestes a apaixonar-nos, qualquer coisinha que essa pessoa faz – se nos toca na mão ou diz que foi bom ver-nos, sem nós sabermos sequer se é verdade ou se quer dizer alguma coisa — ela levanta-nos pela alma e põe-nos a cabeça a voar, tonta de tão feliz e feliz de tão tonta. E, logo no momento seguinte, larga-nos a mão, vira a cara e espezinha-nos o coração, matando a vida e o mundo e o mundo e a vida que tínhamos imaginado para os dois. Lembro-me, quando comecei a apaixonar-me pela Maria João, da exaltação e do desespero que traziam essas importantíssimas banalidades. Lembro-me porque ainda agora as senti. Não faz sentido dizer que estou apaixonado por ela há quinze anos. Ou ontem. Ainda estou a apaixonar-me. 

Gosto mais de estar com ela a fazer as coisas mais chatas do mundo do que estar sozinho ou com qualquer outra pessoa a fazer as coisas mais divertidas. As coisas continuam a ser chatas mas é estar com ela que é divertido. Não importa onde se está ou o que se está a fazer. O que importa é estar com ela. O amor nunca fica resolvido nem se alcança. Cada pormenor é dramático. De cada um tudo depende. Não é qualquer gesto que pode ser romântico ou trágico. Todos os gestos são. Sempre. É esse o medo. É essa a novidade. É assim o amor. Nunca podemos contar com ele. É por isso que nos apaixonamos por quem nos apaixonamos. Porque é uma grande, bendita distracção vivermos assim. Com tanta sorte. 


Miguel Esteves Cardoso, in 'Jornal Público (14 Fev 2012)''

These days...

Inseguranças que me fazem sofrer precipitadamente.

domingo, agosto 12

Favourite moment of all

Spice Girls na Cerimónia de Encerramento dos Jogos Olímpicos de Londres 2012

Tenho a certeza que para quem cresceu nos anos 90 com elas, como eu, este foi um dos momentos mais marcantes e emocionantes de todo o espetáculo. Não desfazendo todas as outras atuações, claro. Adorei!

quinta-feira, agosto 9

Nada melhor


Muito sinceramente não sei o que há melhor que férias e ter uma bela tarde de praia.
A pele está bem bronzeada, agosto ainda tem muito para dar, a minha doce e linda Viana vai encher-se de festa e de cor.
O coração está tranquilo, ainda que abandonando aos poucos o entorpecimento de que sofreu durante tanto tempo...
E estou feliz, porque ainda não está na hora de pensar nos problemas futuros. Ou pelo menos ignorar que se aproximam a passos largos.

sexta-feira, julho 13

Polémicas à parte

Cristiano Ronaldo e Irina Shayk

Até pode haver vários interesses de marketing, financeiros, profissionais, o que quer que seja, e não digo que não, mas gosto imenso desta fotografia... Acho que pela naturalidade de ambos, principalmente da Irina. Gosto, pronto.

quinta-feira, julho 12

0% Lactose


Há umas semanas comecei a notar que estava a fazer alguma reação ao leite de vaca normal. Nunca fui muito de beber leite, mas pelo facto de ter que acordar às 7h da manhã, comecei a tomar café com leite mais regularmente. E isso parece ter sobrecarregado o meu organismo, sobretudo a nível enzimático.
Os sintomas variavam desde cefaleias, sensação de náusea e vómito, cansaço, desconforto abdominal e obstipação, que são bastante frequentes em casos de intolerância à lactose na idade adulta.
A sensação de barriga inchada e flatulência, era sem dúvida o que mais me causava mal estar (e não, não se resolvia com Activia).
Daí que, passei a beber só leite sem lactose e sinto-me muitíssimo melhor. Sei que deveria fazer mais testes para perceber se efetivamente desenvolvi intolerância à lactose ou não, ou até outra doença gastrointestinal qualquer, mas para já acho que não é necessário visto que me sinto bem com esta mudança.
Apesar de ser um pouco mais dispendioso, a parte boa é que deixei de colocar açúcar, visto que o próprio leite já é mais docinho. Só coisas boas portanto!

quarta-feira, julho 11

Oh my... This obsession is getting worst

Lana del Rey

Juro que queria publicar uma das músicas dela, porque têm sido grande companhia hoje, mas não consigo escolher.
Adoro todas, adoro-a, aliás.

This is getting weird...

Sr.ª Enfermeira, então

Marion Cotillard

É verdade, acabei o meu curso. Estou só à espera do certificado para me poder registar na Ordem dos Enfermeiros.
Depois disso, e de poder efetivamente exercer como enfermeira, não sei bem o que vou fazer.
Tive uma má experiência no que toca a viver noutro país, longe de casa. Daí que não sei bem se quero ir já para fora trabalhar... tão seguidamente ao trauma que foi o Erasmus (sou uma pessoa de traumas, que querem...).
O problema é que toda a gente manda o seu bitaite, ah e tal vai mas é para fora que não ficas a fazer nada neste país!, está muito bem, mas é aqui que eu tenho tudo, a minha vida toda.
Tenho que admitir que não sou assim tão aventureira como muitas vezes me obrigo/am a parecer. E custa-me pensar em deixar tudo para trás. Não sei como é que isso é tão fácil para algumas pessoas, mas admiro-as por isso, atenção!
Aliás, no geral até gosto bastante de experiências novas, mas não gosto de repetir o que me fez sofrer. E a minha experiência anterior ainda me faz sofrer de cada vez que me lembro.
De maneira que ando a adiar um bocado pensar nisto, mas não devia, efetivamente.

What can I do?

Rihanna

O que fazer com uma pessoa que precisa de ajuda urgentemente, e que sabe que a necessita, mas que ainda assim parece não querer ser ajudada?
Deixá-la, ainda que a convivência se torne quase insuportável?