quarta-feira, agosto 29

A propósito do post anterior


Síndrome dos 20 e poucos anos

Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos. Dá-se conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc. E cada vez desfruta mais dessa Cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco. As multidões já não são ‘tão divertidas’, às vezes até te incomodam.
Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo. Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas. Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor. Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto e te achou o maior infantil, pôde lhe fazer tanto mal. Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar, e isso assusta!
Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado e significa muito dinheiro para seu pequeno salário. Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.
Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer. Suas opiniões se tornam mais fortes. Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é. Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso.
De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando. Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você. E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse texto nos identificamos com ele. Todos nós que temos ‘vinte e tantos’ e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes. Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça…

Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos… Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro. Parece que foi ontem que tínhamos 16…
Então, amanha teremos 30. Assim tão rápido.
Autor desconhecido

segunda-feira, agosto 27

These days...

Juliana Paes (para mim, uma das mais bonitas)

Desde há algum tempo que quando paro para refletir, apercebo-me que vivo constantemente com um sentimento de despedida. Como se fosse a última vez que estou a viver aqueles momentos, com aquelas pessoas, daquela forma. E detesto, muito sinceramente.

Why not?


Já sou enfermeira há mais de dois meses. Decidi esquecer o lado profissional durante o Verão, porque afinal estas poderiam ser as minhas últimas summer holidays. Acontece que se aproxima a época de trabalho, os meses de frio onde as pessoas de refugiam nas suas casas e no trabalho. E se inicialmente pensei em começar a ver hipóteses de trabalho no estrangeiro por esta altura, com uma assumida preferência pelo UK, admito que neste momento é tudo o que menos me apetece.
Sim, é verdade que seria muito mais fácil começar a construir uma carreira lá fora, hoje em dia há todos os meios para isso. No entanto, eu tenho 22 anos. E quer queiram quer não, ter 22 anos hoje não é o mesmo que há uns tantos atrás. Hoje, aos 22 anos não tens nada e ao mesmo tempo tens tudo, nomeadamente todo o tempo do mundo.
Eu sinto-me é na idade de criar alguma coisa, lutar por objetivos aparentemente impossíveis, que ninguém dá nada por eles essencialmente por medo de me ver cair. Sinto que tenho toda a capacidade de criar alguma coisa que me sustente, de desenrascar-me. E mesmo que isso seja um erro, deixem-me assumir o erro, aprender com ele, e aí sim, ponho-me a milhas deste país. Mas por enquanto não.

I'm a dreamer, I know...

terça-feira, agosto 14

Quando nos Apaixonamos

Georgia May Jagger

Quando nos apaixonamos, ou estamos prestes a apaixonar-nos, qualquer coisinha que essa pessoa faz – se nos toca na mão ou diz que foi bom ver-nos, sem nós sabermos sequer se é verdade ou se quer dizer alguma coisa — ela levanta-nos pela alma e põe-nos a cabeça a voar, tonta de tão feliz e feliz de tão tonta. E, logo no momento seguinte, larga-nos a mão, vira a cara e espezinha-nos o coração, matando a vida e o mundo e o mundo e a vida que tínhamos imaginado para os dois. Lembro-me, quando comecei a apaixonar-me pela Maria João, da exaltação e do desespero que traziam essas importantíssimas banalidades. Lembro-me porque ainda agora as senti. Não faz sentido dizer que estou apaixonado por ela há quinze anos. Ou ontem. Ainda estou a apaixonar-me. 

Gosto mais de estar com ela a fazer as coisas mais chatas do mundo do que estar sozinho ou com qualquer outra pessoa a fazer as coisas mais divertidas. As coisas continuam a ser chatas mas é estar com ela que é divertido. Não importa onde se está ou o que se está a fazer. O que importa é estar com ela. O amor nunca fica resolvido nem se alcança. Cada pormenor é dramático. De cada um tudo depende. Não é qualquer gesto que pode ser romântico ou trágico. Todos os gestos são. Sempre. É esse o medo. É essa a novidade. É assim o amor. Nunca podemos contar com ele. É por isso que nos apaixonamos por quem nos apaixonamos. Porque é uma grande, bendita distracção vivermos assim. Com tanta sorte. 


Miguel Esteves Cardoso, in 'Jornal Público (14 Fev 2012)''

These days...

Inseguranças que me fazem sofrer precipitadamente.

domingo, agosto 12

Favourite moment of all

Spice Girls na Cerimónia de Encerramento dos Jogos Olímpicos de Londres 2012

Tenho a certeza que para quem cresceu nos anos 90 com elas, como eu, este foi um dos momentos mais marcantes e emocionantes de todo o espetáculo. Não desfazendo todas as outras atuações, claro. Adorei!

quinta-feira, agosto 9

Nada melhor


Muito sinceramente não sei o que há melhor que férias e ter uma bela tarde de praia.
A pele está bem bronzeada, agosto ainda tem muito para dar, a minha doce e linda Viana vai encher-se de festa e de cor.
O coração está tranquilo, ainda que abandonando aos poucos o entorpecimento de que sofreu durante tanto tempo...
E estou feliz, porque ainda não está na hora de pensar nos problemas futuros. Ou pelo menos ignorar que se aproximam a passos largos.