Happy B-day to me!
quarta-feira, outubro 24
quarta-feira, outubro 17
These days...
Marion Cotillard
A palavra, ou sentimento, que me tem feito mais sentido é "aceitação".
Tenho aprendido a aceitar.
Aceitar que a minha vida está como está por algum motivo, que estar desempregada me trará lições, ensinamentos preciosos para um futuro produtivo e compensatório.
Aceitar que numa formação promovida pelo IEFP, apesar das minhas qualificações ou até capacidades intelectuais, não sou mais que ninguém, porque tal como toda a gente sou mais um ponto na estatística.
Aceitar que o mais provável é o meu futuro mais próximo passar pelo estrangeiro.
Aceitar que um dia tenho que deixar, fisicamente, as minhas pessoas.
Aceitar que nem toda a gente quer permanecer na minha vida e que as relações e amizades vão mudando.
Aceitar que muito do que eu quero, é mais do que posso ter no imediato ou está para além do que eu mereço.
Sobre o caso da menina de Loulé
Eu confesso que não li muito sobre o assunto, sei por alto a versão dos pais da criança e, por sua vez, da escola. E de um modo geral acho que a história foi apresentada de uma forma tendenciosa, devo dizer.
Claramente que não concorde de forma alguma que se deixe uma criança sem comer, sejam quais forem as circunstâncias. Não é humano, isso é óbvio.
No entanto, segundo um representante da escola, isso não foi o que aconteceu. A criança foi impedida de fazer uma refeição junto dos coleguinhas, por alegadamente os pais não pagarem a prestação das refeições há já dois anos. Seria de alguma forma compreensível se fossem pessoas carenciadas e com dificuldades, o que não é o que sucede, dado que nesse caso a criança teria algum subsídio de alimentação.
A meu ver os pais simplesmente baldaram-se a essa responsabilidade, já que a criança comia há dois anos sem eles pagarem um cêntimo, era bastante conveniente prolongar o "esquecimento", convictos de que ninguém privaria a criança da refeição.
Acontece que a escola tem milhares de euros em falta, pelo que avisaram algumas vezes de que as prestações deveriam ser pagas o quanto antes, como é lógico. Inclusive, alertaram para o facto de a mãe ter que ir buscar a menina à hora do almoço, caso contrário não faria a refeição. A mãe não apareceu, como lhe havia sido recomendado, pelo que a escola optou por colocar a criança numa sala e deu-lhe um pão e um pacote de leite. Ora, a criança não vai ficar traumatizada, nem tão pouco morreu à fome, por amor de Deus.
Acho que é uma questão de bom senso e resposabilidade. Quer dizer, todos os outros pais pagam para os filhos comerem, pelo que não me parece admissível que se abra uma excepção para apenas uma criança. Tudo tem um limite, até os moralismos e conveniências.
quinta-feira, outubro 4
Oh Vítor Gaspar!
Dado que a minha vida e das pessoas à minha volta se afigura cada vez pior, diria mesmo sem perspectivas de futuro neste país, tal como milhares e milhares de pessoas, sinto-me bastante melhor em saber que pelo menos faço parte do melhor povo do mundo, pá!
terça-feira, outubro 2
Das coisas que me irritam
Foi o que aconteceu. Ela viu-o bem com outra pessoa, tão bem como já há muito não estava. Talvez desde a relação com ela. Então não suportou, por pior que lhe tenha feito em tempos, não hesitou em meter-se e roubar as atenções novamente para ela. E ele cedeu, porque é banana, porque é fraco e ingénuo.
Não posso dizer que já não o tenha feito, já o fiz, mas numa fase ainda muito adolescente da minha vida. Hoje, não era algo que faria. Acho de um egoísmo extremo - não deixar a pessoa que em tempos foi nossa, e que deixou de ser por nossa causa, seguir em frente e ser feliz por capricho. É infantil e egoísta.
E sei que ele eventualmente vai sofrer outra vez, pode não ser já amanhã, mas vai. E não sei se isso me irrita ou se me dá pena!
Sad but true
E pronto, foste embora. Deixaste-me. Aliás, deixaste-me com uma explicação dada por outra pessoa. Foste infantil, mais: a tua escolha é do mais infantil e ingénuo que já vi.
Mas aceito, não concordo, mas aceito. Baterás com a cabeça sozinho, as vezes que quiseres, mas não esperes que fique aqui, à espera de ver isso a acontecer.
Será certamente um cliché, mas a verdade é que não posso mesmo perder tempo com quem não me vê como prioridade.
i guess... it's over! nice to meet you, anyway.
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