domingo, outubro 30

Dia Nacional da Prevenção do Cancro da Mama


No dia em que esse papão é lembrado por todos os lados, é-me difícil esquecer a turbulenta relação que tenho com ele. Não, nunca tive cancro da mama. Mas alguém da minha família já o teve.
Foi antes de eu entrar para a faculdade, e na altura achei que até nem foi algo que me tenha afectado muito, no sentido de me deixar sem dormir ou algo do género, até porque tive a sensação que passou muito rápido.
O problema foi quando entrei para Enfermagem e me tornei uma hipocondríaca do pior. Tinha aulas de Oncologia e a partir daí achava que tinha todos os factores de risco, sintomas etc etc, de poder vir a ter todos os cancros e mais alguns. Maluqueira... Mas a verdade é que tudo o que se referisse ao cancro da mama me afectava de uma forma tão profunda que nem eu consigo explicar.
Era um medo cá por dentro, uma aflição, que às vezes até me deixava tonta só de ouvir falar do assunto.
No ano passado, acho que ainda não disse aqui, fiz uma mamoplastia de redução. Sim, é verdade, num presente em que o que toda a gente quer é aumentar, eu decidi diminuir. Não teve nada a ver com prevenir o cancro nem nada disso, mas mais por questões práticas, estéticas e para me sentir bem comigo mesma. E resultou, isso tenho que dizer. Para mim é um símbolo determinante de feminilidade, quer queiram quer não. E, podendo melhorar algo que afectava a satisfação que sinto pela minha imagem, não vejo razão para não o fazer.
Mas voltando ao pré-operatório, basicamente obriguei o cirurgião plástico a prescrever-me uma ecografia mamária para confirmar se estava realmente tudo bem. Só mesmo para eu tirar os macaquinhos que me comiam a cabeça. Estava tudo normal.
Após a cirurgia consegui atenuar um pouco a minha aversão ao cancro da mama. Tolerava muito melhor as conversas sobre o assunto, e já não pensava tanto nisso.
No entanto, ultimamente esse medo irracional que, apesar de ter uma base fundada na parte dos antecendentes familiares não detém rigorosamente mais nenhuma, voltou. Isto tudo porque me apareceram umas borbulhinas numa mama e tenho sentido umas dorzitas na outra. Eu sei que em grande parte não passa de mais uma das minhas paranóias, mas não consigo controlar, é mais forte do que eu. É um medo que me ultrapassa, incontrolável...
Ontem fui à minha ginecologista, e obriguei-a a prescrever-me uma ecografia mamária outra vez. Só para tirar os macaquinhos que me comem a cabeça...
Paranóia ou não, o melhor mesmo é prevenir. A detecção precoce pode ser determinante para a cura. Não há que ficarmos paradas.

crazy person... god!

I wish!

segunda-feira, outubro 17

Sabem,


quando nos sentimos desiludidos, pressionados, desinteressados, cheios, de tudo o que envolve o nosso trabalho? É isso, basicamente.

e sinto-me tão culpada por já não ter paciência para os doentes...

sábado, outubro 15

p.s. - You, again

Mila Kunis

Podia usar todos os eufemismos possíveis para dizer que gosto de ti, mas se realmente é isso que sinto para quê dar muitas voltas ao assunto...? Mas deixa estar, fica guardado só para mim.

Frase do dia


Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo o dia.
José Saramago

I dind't change, I grew up


Há uns dias, em conversa com a J. ela dizia-me que achava que eu tinha perdido a minha força de antigamente. Que antes bastava eu dizer quatro palavras numa discussão para calar logo a outra pessoa. Que não me contradizia e mantinha sempre o meu ponto de vista firme e era praticamente impossível contrariá-lo. E que ultimamente tinha perdido muito disso que antes me caracterizava.
Não se trata disso, acho. Simplesmente amadureci e percebi que há coisas, opiniões, pessoas, situações, que não consigo mudar, por mais insistente e determinada que eu seja. Não adianta forçar ninguém a pensar como nós, a única coisa que faço é dar a minha opinião de forma cordial e esperar que a outra pessoa pense se tenho razão ou não.
Percebi que tinha de suavizar aquela forma bruta e intempestiva de falar com as pessoas, e ser mais tolerante. Não acho que isso seja mau, e não quer dizer que tenha mudado, trata-se simplesmente de crescer e polir algumas arestas da nossa personalidade que usualmente cravam muitas farpas na emotividade e sensibilidade dos outros.
Força não a perdi, sentido crítico também não, apenas estão canalizados para situações que realmente valham a pena.

terça-feira, outubro 11

Frase do dia


A minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.
Clarice Lispector

segunda-feira, outubro 10

p.s. - You, again


O cerco começa a apertar, as perguntas surgem de todo o lado e é cada vez mais difícil esconder-te apenas nos meus pensamentos.

quinta-feira, outubro 6


We don't get a chance to do that many thing, and every one should be really excellent. Because this is our life. Life is brief, and then you die, you know? And we've all chosen to do this with our lives. So it better be damn good. It better be worth it.
Steve Jobs

Awkward


Começas a perceber que estás cada vez mais velha e adulta, quando pessoas com 30 anos mais ou menos te tratam como uma delas.
Ahhhh deixem-me acabar de ter 20 anos, se faz favor!

domingo, outubro 2

Obrigada São Pedro,


por trazeres este calorão, numa altura tão oportuna como é o mês de Outubro.
Enfiada num Centro de Saúde durante a semana, vou mesmo poder aproveitá-lo...

sábado, outubro 1

today's song

Kate Nash, Foundations

I agree


Não existem almas gémeas, existem timings perfeitos.
Há pessoas que se encontram em certa altura da vida e as coisas dão certo. Se se encontrassem um ano depois ou uns meses depois, se calhar as coisas já não dariam certo. Ou porque já não estavam tão predispostas a que as coisas acontecessem ou...
Mas se nós encontramos aquela pessoa que está na nossa 'frequência', naquele timing, a coisa funciona.
Dânia Neto

My month