domingo, novembro 25

Viana é...

Algibeira do traje à vianesa (Viana do Castelo)

Eu sou minhota, vianense desde sempre e para sempre. Como tal, sempre adorei a altura da Romaria da Senhora da Agonia, a festa, a alegria, a cor, o fogo de artifício, os trajes, a tradição.
Procuro sempre aprender mais sobre os trajes, nomeadamente, e agora ando super entusiasmada porque finalmente mandei fazer um.
Já tenho dois, mas de quando era criança e, por isso, muito básicos. Desta vez mandei fazer um a sério, com a camisa de linho, a saia do tear, avental com bordado antigo e lenço já usado.
Vai ser caríssimo, é verdade, mas é um investimento, algo que ficará para toda a vida e que passará de gerações em gerações.
Estou a amar escolher os bordados, os padrões, a corrida a lojas regionais, e no próximo sábado irei a uma feira de antiguidades em busca do lenço perfeito. Um lenço que se encaixe perfeitamente no meu traje vermelho da cor do amor. Da cor da minha cidade e do Minho.

terça-feira, novembro 20

Depois do Miguel (4 anos) não ter obedecido ao meu castigo...


Diz a Yara (5 anos): "Miguel tu tens que obedecer à Jani, tens que respeitar o castigo! Ela já não é pequena, ela já é... é... é... ela já é uma pessoa!"

É por isso que eu adoro crianças, são capazes de dizer as coisas mais incríveis sem sequer terem qualquer noção disso. Uns pequenos póneis, é o que eles são :)


hoje dediquei às lembrancinhas de Natal que lhes vou oferecer, feitas por mim claro (que eu sou económica). estão a ficar super fofas

Amanhecer parte 2


Fui ver ontem o último filme da saga Crepúsculo. Confesso que não sou uma fã incondicional, nem sequer li os livros, mas por influência das amigas fui vendo os filmes e de alguma forma fui acompanhando o desenrolar da história. Não vi o filme anterior (Amanhecer parte 1) porque achei que não valeria a pena, pois já só me interessava o final. Lá me contaram brevemente o que aconteceu e percebi que não perdi grande coisa.
E pronto, ontem lá fui com a minha prima M. ver o último e devo dizer que adorei! As imagens são fantásticas, o argumento é relativamente simples mas de qualidade, a Mackenzie Foy é absolutamente linda e o final é surpreendente. Ainda me rio quando penso que já me estava a encolher toda na cadeira na parte mais intensa do filme e... Bem, vejam mas é! Está brutalíssimo.

domingo, novembro 18

Viana do Castelo do meu coração

Diabo na Cruz, Luzia

Só para dar a conhecer um pouquinho da cidade mais bonita de Portugal.
A cidade que é minha, onde o meu coração está sempre e que eu amo.

These days...

Emma Stone

Não tenho escrito muito porque tenho andado dividida entre a minha pós-graduação em quiromassagem, ginásio, tarefas de casa (já que a minha mãe partiu o braço, para melhorar os ânimos desta casa) e... o meu primeiro emprego. Não é como enfermeira, atenção. Mas é num infantário, o que até torna as coisas melhores. Não ganho muito, é verdade, mas também atendendo às poucas despesas que tenho, vai dando. Por outro lado, é um trabalho que até se faz bem, tenho bastante tempo livre, o sítio tem boas condições e bom ambiente entre as pessoas e as criancinhas são uns amores e receberam-me super bem.
Não é um trabalho para a vida, óbvio, mas não me cai nada em fazê-lo. Sempre disse que faria qualquer coisa, não tenho medo de trabalhar; agora trabalhar na minha profissão precariamente, isso já não. Portanto, não estou desiludida com a minha ocupação actual.

Tem estado tudo calmo, a balança tem estado equilibrada. Eu acredito que este esforço vai ser recompensado e que, apesar de coisas menos boas terem acontecido ultimamente, não há mal que dure para sempre. Bons dias virão com certeza.

Family


Acho que nunca falei disto aqui e, francamente, nem sei bem como fazê-lo... Ou pelo menos explicar o que penso sobre o assunto.

Eu e a minha mãe temos uma relação conflituosa. Muito conflituosa, diga-se. Deve-se essencialmente ao facto de termos feitos mais ou menos parecidos - difíceis e próprios.
Mas a meu ver, e não querendo descartar culpas, deve-se essencialmente a ela própria, à sua obsessão pelo controle, pela opinião dos outros, por "parecer bem", por regras, à sua frieza e frustração... A minha mãe é do tipo de pessoa que te faz sentir uma merda por colocares um lençol a secar de forma diferente da dela ou se demoras mais um pouco de tempo a descascar umas batatas, que consegue estragar um almoço de domingo se não sabes como fatiar adequadamente um pedaço de carne, que te cobra o facto de ter aturado a falta de apetite que tiveste em bebé, que te diz que nunca chegarás a lado nenhum só porque tens opiniões diferentes das dela, que diz que prefere morrer a ter que ficar dependente da tua ajuda (sim, ela disse mesmo estas coisas).
Eu não sei se a minha mãe sabe educar, acho que a imposição de regras e obrigações não é necessariamente educar. Para além de que eu e o meu irmão sempre fomos tratados de maneira diferente, sendo que ele não passou nem metade do que eu já passei. Até há uns tempos atrás, achei que nunca quereria ser mãe por considerar que as minhas referências não eram as melhores. Actualmente já não penso bem assim, até porque comecei a afastar-me e a descartar os aspectos menos bons da sua personalidade e a não pensar da forma moldada e intransigente que ela constantemente me impinge.
Essencialmente, acho que ela nunca ultrapassou a má relação que teve com o pai, com quem cortou relações no início dos seus 20 anos. E tenho pena que de alguma forma, ainda que não tão acentuada, as coisas entre nós assumam algumas semelhanças. Por exemplo, acho que a última vez que disse um "gosto muito de ti" ou algo do género à minha mãe foi em criança, para ser sincera nem faço ideia. Não sinto proximidade para o fazer, nem sei como fazê-lo.
É que há coisas que ela diz que atingem profundamente como facas afiadas, coisas cruéis e mesquinhas que nunca desaparecem da memória e que me retiram qualquer ponta de vontade de tentar melhorar a relação.
Admito que é provavelmente das coisas mais tristes que tenho na vida, mais é ainda pior quando penso nisso e percebo que já me habituei a viver assim e que dificilmente algo mudará.

quinta-feira, novembro 8

É o que tem que ser


Hoje, finalmente, ganhei coragem para começar a procurar informação e contactos para ir para o UK... Não vai ser fácil ir para a cidade que pretendo, mas não custa tentar.
Não irei feliz, mas sei que é o que tem de ser...