quinta-feira, junho 27

Relações

Chuck and Blair

Uma das minhas amigas mais próximas está com o actual namorado há já 6 anos. Hoje em dia é raro encontrar esse tipo de relações, que vão resistindo ao crescimento das pessoas, as mudanças que vão ocorrendo nas suas vidas, etc.
No caso deles, já ninguém os imagina separados, nem sequer noutras relações. É como se estivesse assente que eles têm de ser "felizes para sempre".
Ontem em conversa, ela mostrou-se bastante desanimada e algo farta da relação deles, como se já não tivesse vontade de estar com ele. Não fiquei surpreendida porque sei que é normal por vezes as relações caírem na rotina, ainda para mais quando são longas, e também porque a deles sempre teve os seus altos e baixos, incertezas...
Disse-lhe que achava que tinham que falar, porque se não estava bem com a situação, das duas uma: ou tentavam resolver as coisas, ver o que têm que mudar, o que podem fazer para dar um novo impulso à relação dos dois, ou então pelo menos chegarem à conclusão de que já deu o que tinha a dar e que o melhor é seguir cada um para o seu lado. Mas que achava que eles tinham tudo para dar a volta à situação, como já tantas vezes o haviam feito.
Ela explicou-me que não conseguia ter esse tipo de conversa com ele porque não se imagina sequer a viver sem ele, que nunca ia suportar perdê-lo. A princípio pensei que ela estava a exagerar na visão romélica da coisa. Mas não, depois percebi que de facto existe ali uma dependência que não é benéfica para ninguém. Para além disso, disse-me que toda a gente espera vê-los juntos para sempre e que seria uma desilusão para todos os amigos mais próximos.
Fiquei chocada, não fazia mesmo ideia que ela tinha essa dependência tão grande desta relação e não consegui perceber o porquê de ela valorizar tanto o que os outros pensam da relação que é dela, deles.
Daí que fiquei sem saber o que lhe dizer, de perplexidade.

Seja qual for o desfecho da situação, prefiro acreditar que tudo se pode resolver quando há amor, respeito e companheirismo. Quando isso se perde, quando não há comunicação, quando não há uma projecção de um futuro em comum, quando se perde o prazer em fazer coisas só a dois (porque os dois devem bastar), é melhor não adiar o inadiável. E acabar com uma relação que já não tem pernas para andar e que só está a trazer sofrimento.

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