Há muito boa gente que tende a confundir assertividade e frontalidade com arrogância. E são coisas bastante distintas. Para mim, os problemas, as desavenças, as incompatibilidades entre as pessoas devem ser resolvidas no momento, com a frontalidade e a sinceridade oportunas, tentando dizer as coisas como elas são independentemente de sabermos que vamos ofender ou magoar a outra pessoa. Mas, no fundo, dizendo-as porque é efectivamente a melhor decisão a tomar. No meu caso, e muitas vezes sou mal interpretada e acusada de ser arrogante ou mal-educada, simplesmente confronto as pessoas e digo sempre a minha opinião sincera. Mas não é à toa que digo as coisas que digo, embora haja muito de impulsividade no discurso, e ainda que não conheça bem a pessoa, reconheço facilmente até onde posso ir com cada pessoa. Acho importante ter em atenção a personalidade - uma pessoa mais frágil emocionalmente é obviamente muito mais susceptível a qualquer comentário menos caloroso, por exemplo - o contexto e circunstâncias em que se encontra a vida da outra pessoa... E a partir daí ajusto as palavras e o tom que utilizo, tendo em conta aquilo que quero transmitir. Sim, reconheço que algumas vezes sou agressiva na forma de falar, talvez um pouco irónica também, mas normalmente ou é porque a outra pessoa me conhece muito bem e sabe de cor lidar com essas minhas características, ou é porque sei que a outra pessoa tolera bem essa rudeza ou simplesmente porque está a precisar de acordar para a vida urgentemente. E até posso admitir que haja uma pontinha de arrogância em algumas situações, agora ser arrogante só porque sim, não. Isso é ter como intuito principal ferir a outra pessoa, derrotá-la, rebaixá-la e isso eu não faço nem compactuo nessas hostilidades. Não faz minimamente o meu género, e não admiro minimamente quem o faz porque a falta de respeito e de consideração cai-me muito mal. Daí que é um bocado difícil ser-se eu, requer muito treino... Talvez tentar imitar-me não seja o melhor caminho.
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