domingo, novembro 20


Tenho um irmão mais novo que joga futebol. Ontem fui a uma terriola relativamente perto da minha cidade vê-lo jogar.
Fiquei chocadíssima. Não pelo jogo em si, mas pela os seres que constituíam a assistência do adversário. Digo desde já, gente do mais básico e ignorante que há.
Para além da linguagem ordinária, conseguiram em pouco menos de duas horas fazer comentários de racismo, não só dirigidos a miúdos de 15 e 16 anos que apenas gostam de jogar futebol, mas também aos pais dos miúdos que assistiam ao jogo, e ameaçar duas mulheres.
É por isso que eu entendo, e ainda bem que a há, a aversão que essas pessoas das terriolas nutrem face às da cidade. É que eu, em termos cívicos, sociais, intelectuais, sinto-me de facto superior a essas pessoas. Tenho que ser. Não adianta dizer que somos todos iguais, eu não consigo respeitar essas pessoas.
Não quero com isto dizer que toda a gente da cidade seja como eu e também não generalizo o que disse anteriormente para as pessoas das terrinhas. Nada disso. Simplesmente acho que para quem está numa posição inferior em termos de desenvolvimento, estão longe de se mostrarem moralmente merecedores do respeito das pessoas mais evoluídas.
Sem civismo, sem educação, sem tolerância não há respeito. Não há evolução, não há sociedade. Há superioridade de uns em relação a outros. E sempre será assim.

e às vezes penso se realmente não será melhor assim...

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